Sexta-feira, Novembro 09, 2007

Duas linhas de actuação

Esta semana não me foi possível escrever, durante três dias, os artigos normais sobre os temas propostos. Espero que na próxima semana regressemos à normalidade. Entretanto, recupero este artigo do ano de 2004, que é tão actual como se fosse escrito hoje.

Temos discutido e falado, ao longo de já algum tempo, alguns dos problemas da sociedade portuguesa, assim como o necessário enquadramento da Monarquia em todas as facetas do nosso povo. Tem sido uma discussão frutífera e útil em diversos aspectos, mas penso que chegou a hora de colocarmos em prática algumas das nossas ideias. Escrevo aqui sobre duas linhas de actuação que considero serem fundamentais: a busca e implementação de Grandes Causas e a Formação Obrigatória de uma população cada vez mais fria e ignorante.

Grandes Causas
É necessário que a Monarquia defenda grandes causas que catapultem a união de todos os portugueses, como foi conseguido no passado com a situação de Timor. Se o nosso povo consegue-se emergir por causa de um desporto e de um evento (com o futebol no Euro), o que não fará quando for chamado para conquistas que sublimam o nosso espírito e a nossa honra? – É minha firme convicção que se trata apenas de fazer despertar uma nação que está somente adormecida e que clama por grandes ideiais, por uma força que lhe está nos genes e que nada nem ninguém conseguirá esmorecer. As Grandes Causas só estam escondidas para aqueles que são cegos na alma ou não conseguem ver as cores de que é feita a vida. Para que todos tenhamos um legado a dar aos nossos filhos e netos, peguemos numa ideia ou facto mobilizador, e ergamos bem alto as raízes de que somos feitos. Se não conseguirmos ser um catalizador decisivo na vida dos portugueses, mais vale não nos esforçarmos e ficarmos todos de braços cruzados até morrermos.

Formação Obrigatória
É decadente que um país com a nossa História não conheça os episódios e heróis do passado. E aqui não quero sustentar a ideia de que devemos viver com as costas viradas para o futuro, mas temos de ter presente os valores e a determinação que fizeram aquilo que somos, para podermos fazer face aos obstáculos com firmeza, serenidade e coragem. Não quero pertencer a um povo de ingratos e de gente mesquinha que tem medo de vencer – as conquistas do futuro são as que quisermos fazer já hoje, não amanhã e jamais num adiamento inerte que sustenta os fracos de espírito e de convicções. É obrigação de todos os monárquicos espalharem esta semente pelo deserto àrido da actual sociedade portuguesa. Por isso, proponho criar um movimento para ensinar e formar o povo português a respeito da nossa História, desde os Reis até aos descobrimentos, dos feitos mais relevantes até à queda da Monarquia. Entre uma série de actividades complementariamente lúdicas que poderiam ser facilmente organizadas, refiro as conferências nas universidades, as aulas de formação nas escolas secundárias e até as tertúlias nos centros recreativos. Sei que muitos jovens por esse país fora estão aptos a fazer sessões de esclarecimentos em escolas da sua cidade e outras actividades desse género, mas agora é preciso que alarguemos a nossa actuação por toda a população. E para isso também é necessária a colaboração dos mais velhos, que têm tendência a se acanhar ou envergonhar quando é altura de dar o primeiro passo. Este é um empreendimento de todos nós, por todos nós e ao alcance de todos os que ainda têm dentro de si a chama que um dia fez D. Afonso Henriques pegar na espada e lutar. Quem quiser participar neste movimento, tiver ideias ou obter informações, por favor contacte-me – através dos e-mails deste site. É a hora!

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