A Restauração – ontem, hoje e sempre
Há muita confusão no nosso país sobre o significado do feriado de 1 de Dezembro. É imperioso a formação dos mais jovens, para que conheçam a nossa História e percebam que, ao contrário do que se diz diariamente por aí, não é vergonha nenhuma ser-se português. Mais ainda, o valor profundo da nossa nacionalidade não se esgota nos estádios de qualquer desporto, jogados por meninos alarves, ricos e mimados. Vivemos um período crucial na construção da sociedade moderna, em que várias revoluções silenciosas se têm feito ilegalmente, como é o caso da unificação europeia. É fundamental pois proclamarmos bem alto quem fomos e assim vislumbrar o que seremos, pois a melhor forma de se conhecer o futuro é entender o passado. A nossa História diz que temos um povo de descobridores e viajantes, mas os governantes afirmam que devemos esquecer os nossos companheiros de sempre, na África, na Ásia e no Brasil. Dizem que o futuro está em sermos escravos dos espanhóis e alemães, alimentando-nos das migalhas que caem de vez em quando. Será isto que queremos?
O 1.º de Dezembro assinala a Restauração da Independência de Portugal. O nosso país tinha sido invadido pela Espanha em 1580, após o falecimento do cardeal-rei D. Henrique, por este não ter designado um sucessor. Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel, invadiu Portugal e submeteu-nos a sessenta anos de domínio cruel. A capital do Império passou a ser Madrid e Portugal foi governado como uma Província espanhola. Façamos um paralelismo com a situação actual: ao ler estas linhas não sentimos um arrepio, por nos sentirmos tão próximos desta realidade? Se olharmos em redor, cedo chegaremos à conclusão de que a maioria das nossas empresas trabalham para as espanholas e ao fazermos as compras de Natal deparamo-nos só com marcas do país vizinho.
Regressando ao século XVI, os portugueses da altura viviam naturalmente descontentes com a opressão e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertadade. Assim, em 1640, um grupo de quarenta fidalgos dirigiu-se à força ao Paço da Ribeira, onde estavam os regentes espanhóis, proclamarando rei D. João IV, aos gritos de "Liberdade". O povo acorreu logo a apoiar a revolução e a instauração da Casa de Bragança, que tantas alegrias tem trazido ao povo português através dos tempos. Ainda hoje muitos sonham com o dia em que o herdeiro da Coroa Portuguesa volte a trazer a dignidade perdida ao nosso país, como novo Rei de um Portugal moderno, democrático, justo e económicamente viável.Mas após a Restauração o problema militar era primordial e a guerra com Espanha foi longa. Durante vinte e oito anos, o povo combateu para consolidar aquilo que os Conjurados conseguiram, mas o árduo sacrifício valeu a pena. E fazendo a ligação com os dias de hoje, há novamente muitas coincidências: a classe política portuguesa tem vendido o nosso país a retalho nos últimos trinta anos, fruto duma corrupção sem limites. Todos se servem do nome de Portugal e ninguém serve a nossa terra. Mas esta guerra pode ser ganha, se o espírito corajoso, descomprometido e batalhador dos Conjurados voltar aos homens justos da nossa terra.
Diogo Araújo Dantas
Publicado no I Boletim do FDR
Segunda-feira, Dezembro 03, 2007
Etiquetas:
1 de Dezembro,
História de Portugal,
Independência,
Restauração
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6 comentários:
Oie. estava observando seu blog, com suas ideias.
é que nem eu posto umas micro coisas do meu pensamento.
mas vc escreve bem e bastante.
http://www.secularidades.blogspot.com/
Como assim a unificação européia foi ilegal?
Concordo com você no que toca a respeitar e cuidar do nosso país, não só torcer pela seleção, mas realmente fazer algo por nossos países e que a corrupção deve ser exterminada.
http://oficioliterario.wordpress.com/
Ofício Literário
Vivemos num mundo global
Já vivemos em familia em tribos,em varios reinos ibericos,que se uniram num só.
ISTO È PROGRESSO.
Depois um grupo de nobres,( impedidos de roubar indecentemente, quando o conselho de Portugal é substituido pelo vice rei)restaura um reino primitivo,isto é andar para trás, para o tribalismo primario,
ISTO E SELVAJARIA
Caro Anonimo,
Pois, agora vivemos numa europa em quem rouba portugueses são espanhóis. Isto é progresso?
Mentecapto!
Vivemos numa Europa,onde os cidadãos , acreditando na social democracia ,aquela misturada de comunismo e capitalismo inclinando-se mais para o comunismo,com dizia Marguereth Thacher, pagam impostos altissimos para pagar ventoinhas e autoestradas no distante Portugal ,onde o povo se diverte a incendiar os montes
Pois, estamos de acordo numa coisa: O 1º de Dezembro comemora a restauração da independência do país!...
Da independência do país, não da monarquia! É um pequeno reparo dum português orgulhoso do seu país independente e REPUBLICANO.
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