O nosso caminho
Escrevo aqui há mais de quatro anos, mas suponho que é necessário sublinhar a minha participação em actividades ligadas à monarquia. Devo começar por dizer que comecei tarde na militância activa porque, como muitos, achava que o esforço não valia a pena. Sempre que participava numa acção monárquica sentia-me pouco à vontade com a gente que por ali andava: sonhadores fúteis, fidalgos pouco empenhados, burgueses em busca de honras e novos-ricos orgulhosos à procura de ascenção social.
Entretanto, o amadurecimento levou-me a ver as coisas com mais paciência e menos altivez, ensinou-me que o mais importante é o caminho e que temos a obrigação de ser eternos peregrinos em direcção à terra prometida. Se é um facto que há muito a percorrer, também temos de estar cientes das verdades que vamos aprendendo na estrada – foram os peregrinos de Fátima que me ensinaram isto ao longo dos anos. O cinco de Outubro foi uma lição que tem de ser escutada com atenção. Já é tempo de ultrapassarmos os traumas do passado e olhar o futuro com força e coragem.
Venho de uma família tradicional com um ambiente conservador. Fui formado com valores fundamentais que norteiam a minha maneira de pensar, agir e sentir: honra, humildade, dedicação, paciência e espírito cristão. Os meus bisavós, assim como o resto da minha ascendência, fizeram passar aos seus filhos estas normas que hoje defendo – é deste género de legados que são feitos os genes do povo português. Acredito firmemente que a nossa verdadeira soberania está radicada na elevação dum sentimento comum que assenta nesses valores. Por outro lado, como economista, tenho a percepção que é necessário concretizar estes modelos teóricos na vida quotidiana das pessoas. Além da obrigação formadora, temos de ter soluções reais para os problemas económico-sociais que afectam as famílias - não podemos permanecer neutros perante a fome, a miséria, a corrupção e a falta de cuidados médicos. São dramas que estão à nossa volta e seria tremendamente hipócrita da nossa parte cruzarmos os braços, dizendo que a nossa função é apenas decorativa.
A monarquia não pode ser um sistema para receber chefes de estado e vender revistas – se fosse somente isso, contradizia os seus próprios valores e os conceitos milenares que a sustentam. O mundo está a atravessar uma crise ideológica, entre um liberalismo falido e um conservadorismo em decadência. Temos, pois, um terreno fértil para agir, livres de conceitos estereótipados e aptos a dedicar-nos coerentemente a uma terceira via. Como já foi discutido noutro local, é possível. Quer queiramos quer não, o facto é que os monárquicos estão desorganizados, divididos e descrentes. É preciso urgentemente fazê-los recordar do chamamento original que sempre os motivou inconscientemente. É preciso urgentemente fazer regressar as ovelhas perdidas mas valorosas, que se esqueceram algures no caminho da verdadeira razão das suas acções.
É preciso, sobretudo, lembrar a todo o povo português de uma realidade inquestionável: somos todos monárquicos – está no nosso sangue, no espírito uno e indossoluvel que corre nas veias e artérias que formam uma só verdade: Portugal!
Segunda-feira, Novembro 12, 2007
Sexta-feira, Novembro 09, 2007
Duas linhas de actuação
Esta semana não me foi possível escrever, durante três dias, os artigos normais sobre os temas propostos. Espero que na próxima semana regressemos à normalidade. Entretanto, recupero este artigo do ano de 2004, que é tão actual como se fosse escrito hoje.
Temos discutido e falado, ao longo de já algum tempo, alguns dos problemas da sociedade portuguesa, assim como o necessário enquadramento da Monarquia em todas as facetas do nosso povo. Tem sido uma discussão frutífera e útil em diversos aspectos, mas penso que chegou a hora de colocarmos em prática algumas das nossas ideias. Escrevo aqui sobre duas linhas de actuação que considero serem fundamentais: a busca e implementação de Grandes Causas e a Formação Obrigatória de uma população cada vez mais fria e ignorante.
Grandes Causas
É necessário que a Monarquia defenda grandes causas que catapultem a união de todos os portugueses, como foi conseguido no passado com a situação de Timor. Se o nosso povo consegue-se emergir por causa de um desporto e de um evento (com o futebol no Euro), o que não fará quando for chamado para conquistas que sublimam o nosso espírito e a nossa honra? – É minha firme convicção que se trata apenas de fazer despertar uma nação que está somente adormecida e que clama por grandes ideiais, por uma força que lhe está nos genes e que nada nem ninguém conseguirá esmorecer. As Grandes Causas só estam escondidas para aqueles que são cegos na alma ou não conseguem ver as cores de que é feita a vida. Para que todos tenhamos um legado a dar aos nossos filhos e netos, peguemos numa ideia ou facto mobilizador, e ergamos bem alto as raízes de que somos feitos. Se não conseguirmos ser um catalizador decisivo na vida dos portugueses, mais vale não nos esforçarmos e ficarmos todos de braços cruzados até morrermos.
Formação Obrigatória
É decadente que um país com a nossa História não conheça os episódios e heróis do passado. E aqui não quero sustentar a ideia de que devemos viver com as costas viradas para o futuro, mas temos de ter presente os valores e a determinação que fizeram aquilo que somos, para podermos fazer face aos obstáculos com firmeza, serenidade e coragem. Não quero pertencer a um povo de ingratos e de gente mesquinha que tem medo de vencer – as conquistas do futuro são as que quisermos fazer já hoje, não amanhã e jamais num adiamento inerte que sustenta os fracos de espírito e de convicções. É obrigação de todos os monárquicos espalharem esta semente pelo deserto àrido da actual sociedade portuguesa. Por isso, proponho criar um movimento para ensinar e formar o povo português a respeito da nossa História, desde os Reis até aos descobrimentos, dos feitos mais relevantes até à queda da Monarquia. Entre uma série de actividades complementariamente lúdicas que poderiam ser facilmente organizadas, refiro as conferências nas universidades, as aulas de formação nas escolas secundárias e até as tertúlias nos centros recreativos. Sei que muitos jovens por esse país fora estão aptos a fazer sessões de esclarecimentos em escolas da sua cidade e outras actividades desse género, mas agora é preciso que alarguemos a nossa actuação por toda a população. E para isso também é necessária a colaboração dos mais velhos, que têm tendência a se acanhar ou envergonhar quando é altura de dar o primeiro passo. Este é um empreendimento de todos nós, por todos nós e ao alcance de todos os que ainda têm dentro de si a chama que um dia fez D. Afonso Henriques pegar na espada e lutar. Quem quiser participar neste movimento, tiver ideias ou obter informações, por favor contacte-me – através dos e-mails deste site. É a hora!
Esta semana não me foi possível escrever, durante três dias, os artigos normais sobre os temas propostos. Espero que na próxima semana regressemos à normalidade. Entretanto, recupero este artigo do ano de 2004, que é tão actual como se fosse escrito hoje.
Temos discutido e falado, ao longo de já algum tempo, alguns dos problemas da sociedade portuguesa, assim como o necessário enquadramento da Monarquia em todas as facetas do nosso povo. Tem sido uma discussão frutífera e útil em diversos aspectos, mas penso que chegou a hora de colocarmos em prática algumas das nossas ideias. Escrevo aqui sobre duas linhas de actuação que considero serem fundamentais: a busca e implementação de Grandes Causas e a Formação Obrigatória de uma população cada vez mais fria e ignorante.
Grandes Causas
É necessário que a Monarquia defenda grandes causas que catapultem a união de todos os portugueses, como foi conseguido no passado com a situação de Timor. Se o nosso povo consegue-se emergir por causa de um desporto e de um evento (com o futebol no Euro), o que não fará quando for chamado para conquistas que sublimam o nosso espírito e a nossa honra? – É minha firme convicção que se trata apenas de fazer despertar uma nação que está somente adormecida e que clama por grandes ideiais, por uma força que lhe está nos genes e que nada nem ninguém conseguirá esmorecer. As Grandes Causas só estam escondidas para aqueles que são cegos na alma ou não conseguem ver as cores de que é feita a vida. Para que todos tenhamos um legado a dar aos nossos filhos e netos, peguemos numa ideia ou facto mobilizador, e ergamos bem alto as raízes de que somos feitos. Se não conseguirmos ser um catalizador decisivo na vida dos portugueses, mais vale não nos esforçarmos e ficarmos todos de braços cruzados até morrermos.
Formação Obrigatória
É decadente que um país com a nossa História não conheça os episódios e heróis do passado. E aqui não quero sustentar a ideia de que devemos viver com as costas viradas para o futuro, mas temos de ter presente os valores e a determinação que fizeram aquilo que somos, para podermos fazer face aos obstáculos com firmeza, serenidade e coragem. Não quero pertencer a um povo de ingratos e de gente mesquinha que tem medo de vencer – as conquistas do futuro são as que quisermos fazer já hoje, não amanhã e jamais num adiamento inerte que sustenta os fracos de espírito e de convicções. É obrigação de todos os monárquicos espalharem esta semente pelo deserto àrido da actual sociedade portuguesa. Por isso, proponho criar um movimento para ensinar e formar o povo português a respeito da nossa História, desde os Reis até aos descobrimentos, dos feitos mais relevantes até à queda da Monarquia. Entre uma série de actividades complementariamente lúdicas que poderiam ser facilmente organizadas, refiro as conferências nas universidades, as aulas de formação nas escolas secundárias e até as tertúlias nos centros recreativos. Sei que muitos jovens por esse país fora estão aptos a fazer sessões de esclarecimentos em escolas da sua cidade e outras actividades desse género, mas agora é preciso que alarguemos a nossa actuação por toda a população. E para isso também é necessária a colaboração dos mais velhos, que têm tendência a se acanhar ou envergonhar quando é altura de dar o primeiro passo. Este é um empreendimento de todos nós, por todos nós e ao alcance de todos os que ainda têm dentro de si a chama que um dia fez D. Afonso Henriques pegar na espada e lutar. Quem quiser participar neste movimento, tiver ideias ou obter informações, por favor contacte-me – através dos e-mails deste site. É a hora!
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Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Culpados!

Este blog não alinha na crucifixação intolerável que está a ser feita nos últimos seis meses ao casal McCann. Também não apoiamos incondicionalmente nenhuma instituição que seja objecto de pressões do poder político ou de grupos de interesse corruptos. Temos que nos proteger da gente que tem demasiado poder e acha que é impune a caprichos ou disposições. E há muita gente em Portugal que, em nome do seu sucesso pessoal, põe atrás os nossos valores essenciais.
A verdade é que somos um povo de invejosos, mesquinhos e ignorantes. Não podemos ver ninguém bem sucedido que logo lhe tentamos apontar o dedo. O único erro que o casal parece ter tido é só um, algo que para os portugueses é algo de profundamente desprezível: serem um casal bem sucedido profissionalmente, no topo das respectivas carreiras, ganhando muito mais do que qualquer pessoa aqui neste minúsculo e rídiculo triângulo.
Não tenho qualquer tipo de amnésia. Lembro-me muito bem do excelente trabalho que a Judiciária de Portimão fez no passado em matérias como a droga, as apreensões que foram um recorde em todo a Europa. Mas ser competente num campo, não quer dizer que se esteja apto a tratar de todo o tipo de crimes. E a verdade é que a PJ esteve muito mal em todo o processo, revelando inexperiência em casos como este, além de uma absoluta e caricata falta de tacto para lidar com a comunicação social. Também houve avanços e recuos sem explicação, grosseria sem limites. Perante um problema sem precendentes em termos de exposição no estrangeiro, deixámos um triste filme daquilo que somos. A imagem que Portugal ficou para o resto do mundo, depois deste caso, é a do antigo responsável pelo caso: grandes almoçaradas, comentários alarves sobre o que se passava, sempre com os pêlos do peito a sairem-lhe da camisa aberta. E o povo português fez a figura de coitadinho de sempre, defendendo a investigação só porque havia pressão de Inglaterra, com a justificação de um imbecil chauvinismo que nem sequer acredita seriamente em si próprio. Muitos terão julgado que isto seria mais um jogo da selecção nacional de futebol e que no final o Ricardo acabaria por defender os penalties. Mas não: ninguém nos defenderá no julgamento que está a começar a ser feito na praça pública mundial. E só há um veredicto: culpados!

Este blog não alinha na crucifixação intolerável que está a ser feita nos últimos seis meses ao casal McCann. Também não apoiamos incondicionalmente nenhuma instituição que seja objecto de pressões do poder político ou de grupos de interesse corruptos. Temos que nos proteger da gente que tem demasiado poder e acha que é impune a caprichos ou disposições. E há muita gente em Portugal que, em nome do seu sucesso pessoal, põe atrás os nossos valores essenciais.
A verdade é que somos um povo de invejosos, mesquinhos e ignorantes. Não podemos ver ninguém bem sucedido que logo lhe tentamos apontar o dedo. O único erro que o casal parece ter tido é só um, algo que para os portugueses é algo de profundamente desprezível: serem um casal bem sucedido profissionalmente, no topo das respectivas carreiras, ganhando muito mais do que qualquer pessoa aqui neste minúsculo e rídiculo triângulo.
Não tenho qualquer tipo de amnésia. Lembro-me muito bem do excelente trabalho que a Judiciária de Portimão fez no passado em matérias como a droga, as apreensões que foram um recorde em todo a Europa. Mas ser competente num campo, não quer dizer que se esteja apto a tratar de todo o tipo de crimes. E a verdade é que a PJ esteve muito mal em todo o processo, revelando inexperiência em casos como este, além de uma absoluta e caricata falta de tacto para lidar com a comunicação social. Também houve avanços e recuos sem explicação, grosseria sem limites. Perante um problema sem precendentes em termos de exposição no estrangeiro, deixámos um triste filme daquilo que somos. A imagem que Portugal ficou para o resto do mundo, depois deste caso, é a do antigo responsável pelo caso: grandes almoçaradas, comentários alarves sobre o que se passava, sempre com os pêlos do peito a sairem-lhe da camisa aberta. E o povo português fez a figura de coitadinho de sempre, defendendo a investigação só porque havia pressão de Inglaterra, com a justificação de um imbecil chauvinismo que nem sequer acredita seriamente em si próprio. Muitos terão julgado que isto seria mais um jogo da selecção nacional de futebol e que no final o Ricardo acabaria por defender os penalties. Mas não: ninguém nos defenderá no julgamento que está a começar a ser feito na praça pública mundial. E só há um veredicto: culpados!
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Sexta-feira, Novembro 02, 2007
Regicídio
Recordação do terceiro artigo do blog
1 de Fevereiro. O sol brilhante do dia de Inverno torna as cores mais alegres e o frio aconchegante faz as pessoas sentirem-se mais vivas. O rio, resplandecente e pacífico, abafa a azáfama que vem da baixa da cidade. Ali ao lado, perto dos grandes edifícios dos homens, meia dúzia de crianças brincam descontraídamente. As meninas, com casacos apertados com folhinhos, saias compridas até aos pés e um chapéu a condizer, desfilam pelo passeio como se mil olhos estivessem a olhar para cada gesto seu. Os rapazes, com colete, relógio de corrente no bolso, bengala e chapéu alto, conversam sobre a menina mais bonita de entre as que passam.
Para os lado da baixa, as vendedoras da rua berram com todas as forças para que todos vejam como o peixe é fresco. Entretanto, carroças passam devagar, apreciando o belo dia que Deus ofereceu às Suas criaturas. Os cavalos fazem aquele som tão característico dos cascos a baterem no solo e as rodas dos veículos gemem por entre os sulcos da estrada. No interior duma das carroças, está uma família vulgar: pai, mãe e seus filhos. Conversam animadamente sobre todas as coisas que as famílias felizes costumam falar.
O barulho silencioso deste cenário encantador só é interrompido pelos gritos das gaivotas, indiciador de que algum barco de pesca está quase a chegar. De repente, o inesperado acontece. Um homem sai do meio da multidão e aponta uma arma à família feliz que passeava na carruagem. Tiros ouvem-se, os pássaros fogem, as pessoas entram em pânico, o medo instala-se em todos. De repente ouve-se, “Mataram o pai e o filho”.
Corajosa, cheia de sangue, a mãe levanta-se e olha furiosa para o carrasco do marido e do filho. O outro filho olha horrorizado para os cadáveres do pai e do irmão. Em câmara lenta, o rapaz vê as suas roupas cheia do sangue daqueles que ama, mas não tem lágrimas que o façam chorar de desespero. A mãe conforta-o, clama por ajuda, pede a Deus que venha dos Céus para remediar aquele estrondoso mal. “Mataram o pai e o filho”.
A nação ficou órfã porque, desgraçadamente para todos, não era uma família vulgar. O trauma não ficará só sobre o filho e a mãe, ficará sobre todos os filhos da Nação, geração após geração. “Mataram o pai e o filho”. Lisboa nunca mais será a mesma, o país nunca mais será o mesmo. Passadas décadas e décadas, Portugal ainda chora aquele sol brilhante num dia de Inverno.
Recordação do terceiro artigo do blog
1 de Fevereiro. O sol brilhante do dia de Inverno torna as cores mais alegres e o frio aconchegante faz as pessoas sentirem-se mais vivas. O rio, resplandecente e pacífico, abafa a azáfama que vem da baixa da cidade. Ali ao lado, perto dos grandes edifícios dos homens, meia dúzia de crianças brincam descontraídamente. As meninas, com casacos apertados com folhinhos, saias compridas até aos pés e um chapéu a condizer, desfilam pelo passeio como se mil olhos estivessem a olhar para cada gesto seu. Os rapazes, com colete, relógio de corrente no bolso, bengala e chapéu alto, conversam sobre a menina mais bonita de entre as que passam.
Para os lado da baixa, as vendedoras da rua berram com todas as forças para que todos vejam como o peixe é fresco. Entretanto, carroças passam devagar, apreciando o belo dia que Deus ofereceu às Suas criaturas. Os cavalos fazem aquele som tão característico dos cascos a baterem no solo e as rodas dos veículos gemem por entre os sulcos da estrada. No interior duma das carroças, está uma família vulgar: pai, mãe e seus filhos. Conversam animadamente sobre todas as coisas que as famílias felizes costumam falar.
O barulho silencioso deste cenário encantador só é interrompido pelos gritos das gaivotas, indiciador de que algum barco de pesca está quase a chegar. De repente, o inesperado acontece. Um homem sai do meio da multidão e aponta uma arma à família feliz que passeava na carruagem. Tiros ouvem-se, os pássaros fogem, as pessoas entram em pânico, o medo instala-se em todos. De repente ouve-se, “Mataram o pai e o filho”.
Corajosa, cheia de sangue, a mãe levanta-se e olha furiosa para o carrasco do marido e do filho. O outro filho olha horrorizado para os cadáveres do pai e do irmão. Em câmara lenta, o rapaz vê as suas roupas cheia do sangue daqueles que ama, mas não tem lágrimas que o façam chorar de desespero. A mãe conforta-o, clama por ajuda, pede a Deus que venha dos Céus para remediar aquele estrondoso mal. “Mataram o pai e o filho”.
A nação ficou órfã porque, desgraçadamente para todos, não era uma família vulgar. O trauma não ficará só sobre o filho e a mãe, ficará sobre todos os filhos da Nação, geração após geração. “Mataram o pai e o filho”. Lisboa nunca mais será a mesma, o país nunca mais será o mesmo. Passadas décadas e décadas, Portugal ainda chora aquele sol brilhante num dia de Inverno.
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Dom Carlos,
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Quinta-feira, Novembro 01, 2007
D. Sebastião
Recordação do segundo artigo do blog
No outro dia comemorámos o dia do nascimento de D. Sebastião. Que fazemos, esperamos por ele? A Europa está cada vez mais a Norte, os países mais poderosos mandam cada vez e os mais pequenos são reduzidos a nações bairristas de terceira sem voz. As empresas portuguesas são cada vez menos competitivas, têm uma mentalidade que não consegue acompanhar as congéneres europeias e, pior ainda, não conseguem arranjar formas de reduzirem os custos, inovarem os produtos e maximizarem os lucros. Os empresários nacionais não têm incentivos para cumprirem as respectivas obrigações fiscais porque, se por um lado a legislação torna relativamente fácil fazer evasões, por outro têm consciência que o Estado não gasta bem os dinheiros públicos.
A nível económico as soluções passam por uma correcta distribuição dos rendimentos, melhor afectação das responsabilidades dos cidadãos ao bem-estar comum e consciencialização dos erros passados relativamente ao Sistema da Segurança Social. É necessário criar organismos que tutelem a aplicação das despesas públicas e, também, ter a coragem de fazer uma reestruturação profunda nos quadros obsoletos da envelhecida função pública. A independetização partidária dos trabalhadores é um factor essencial para o aumento da produtividade, diminuição dos gastos supérfluos e instabilidade neste sector. A nível da saúde, temos de deixar de ser um país do terceiro mundo, com Hospitais em constante “estado de sítio”, médicos com pouca ética profissional, empresas farmacêuticas a controlar o acesso aos medicamentos e a evolução das doenças, deficiente ligação entre os recursos existentes e o seu correcto aproveitamento. Aqui as soluções passam por uma grande reforma, que começa no corte das elevadas despesas supérfluas, e termina na imputação de responsabilidades aos médicos pelo mau funcionamento do serviço público. – A grande maioria dos profissionais de saúde portugueses são “novos-ricos” pagãos que ainda não entenderam que existem para servir os outros, e não eles próprios. Na educação estamos a ser vítimas das continuadas reformas não concluídas, instabilidade, má gestão dos recursos, desequilíbrio entre a oferta e a procura a nível de instituições do ensino superior – e aonde o mercado tem sido viciado por “lobbies” e pressões de grupos de interesse. Com a ascensão da classe “novo-riquista”, o número de jovens a ter acesso à educação disparou. Não sou contra esta “democratização” do ensino, mas as políticas incorrectas e mal implementadas tornaram a situação explosiva: o balão encheu, encheu, mas tem vindo a esvaziar-se, porque no seu interior só existe ar, nada de substância. Os exemplos das “Modernas”, não nos deixemos enganar, foram investigados e publicitados porque se trata de ter o mesmo tratamento, ou a podridão consumá-las-à desde os entranhas. Uma solução concreta para educação é difícil, porque não passa só pela evidente necessidade de estabilidade e reformas estruturais – passa também pela própria educação do povo e, maios concretamente, dessa classe “novo-riquista” e tecnocrata, povoadora principal do capital humano nas raízes actuais do sistema educativo.
No outro dia comemorámos o dia do nascimento de S. Sebastião. Que fazemos, nós monárquicos, esperamos por ele? - Nunca! Lutamos com a tradição, a inteligência, a formação e a honra que Deus nos deu. Acabamos de vez, com as intrigas, o medo e inércia que nos assola há tanto tempo! E, além do nosso ideal e das nossas convicções, temos de dar aos portugueses soluções especificas para os maiores problemas. Caso contrário, o povo não nos irá ouvir, com toda a razão.
Recordação do segundo artigo do blog
No outro dia comemorámos o dia do nascimento de D. Sebastião. Que fazemos, esperamos por ele? A Europa está cada vez mais a Norte, os países mais poderosos mandam cada vez e os mais pequenos são reduzidos a nações bairristas de terceira sem voz. As empresas portuguesas são cada vez menos competitivas, têm uma mentalidade que não consegue acompanhar as congéneres europeias e, pior ainda, não conseguem arranjar formas de reduzirem os custos, inovarem os produtos e maximizarem os lucros. Os empresários nacionais não têm incentivos para cumprirem as respectivas obrigações fiscais porque, se por um lado a legislação torna relativamente fácil fazer evasões, por outro têm consciência que o Estado não gasta bem os dinheiros públicos.
A nível económico as soluções passam por uma correcta distribuição dos rendimentos, melhor afectação das responsabilidades dos cidadãos ao bem-estar comum e consciencialização dos erros passados relativamente ao Sistema da Segurança Social. É necessário criar organismos que tutelem a aplicação das despesas públicas e, também, ter a coragem de fazer uma reestruturação profunda nos quadros obsoletos da envelhecida função pública. A independetização partidária dos trabalhadores é um factor essencial para o aumento da produtividade, diminuição dos gastos supérfluos e instabilidade neste sector. A nível da saúde, temos de deixar de ser um país do terceiro mundo, com Hospitais em constante “estado de sítio”, médicos com pouca ética profissional, empresas farmacêuticas a controlar o acesso aos medicamentos e a evolução das doenças, deficiente ligação entre os recursos existentes e o seu correcto aproveitamento. Aqui as soluções passam por uma grande reforma, que começa no corte das elevadas despesas supérfluas, e termina na imputação de responsabilidades aos médicos pelo mau funcionamento do serviço público. – A grande maioria dos profissionais de saúde portugueses são “novos-ricos” pagãos que ainda não entenderam que existem para servir os outros, e não eles próprios. Na educação estamos a ser vítimas das continuadas reformas não concluídas, instabilidade, má gestão dos recursos, desequilíbrio entre a oferta e a procura a nível de instituições do ensino superior – e aonde o mercado tem sido viciado por “lobbies” e pressões de grupos de interesse. Com a ascensão da classe “novo-riquista”, o número de jovens a ter acesso à educação disparou. Não sou contra esta “democratização” do ensino, mas as políticas incorrectas e mal implementadas tornaram a situação explosiva: o balão encheu, encheu, mas tem vindo a esvaziar-se, porque no seu interior só existe ar, nada de substância. Os exemplos das “Modernas”, não nos deixemos enganar, foram investigados e publicitados porque se trata de ter o mesmo tratamento, ou a podridão consumá-las-à desde os entranhas. Uma solução concreta para educação é difícil, porque não passa só pela evidente necessidade de estabilidade e reformas estruturais – passa também pela própria educação do povo e, maios concretamente, dessa classe “novo-riquista” e tecnocrata, povoadora principal do capital humano nas raízes actuais do sistema educativo.
No outro dia comemorámos o dia do nascimento de S. Sebastião. Que fazemos, nós monárquicos, esperamos por ele? - Nunca! Lutamos com a tradição, a inteligência, a formação e a honra que Deus nos deu. Acabamos de vez, com as intrigas, o medo e inércia que nos assola há tanto tempo! E, além do nosso ideal e das nossas convicções, temos de dar aos portugueses soluções especificas para os maiores problemas. Caso contrário, o povo não nos irá ouvir, com toda a razão.
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