Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

Feliz Ano Novo!

Terça-feira, Dezembro 25, 2007

Tenha um Santo Natal
Cristo Nasceu!

Sábado, Dezembro 08, 2007

Dia da Imaculada Conceição

Ave Maria,
cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte. Amém.

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

A Restauração – ontem, hoje e sempre

Há muita confusão no nosso país sobre o significado do feriado de 1 de Dezembro. É imperioso a formação dos mais jovens, para que conheçam a nossa História e percebam que, ao contrário do que se diz diariamente por aí, não é vergonha nenhuma ser-se português. Mais ainda, o valor profundo da nossa nacionalidade não se esgota nos estádios de qualquer desporto, jogados por meninos alarves, ricos e mimados. Vivemos um período crucial na construção da sociedade moderna, em que várias revoluções silenciosas se têm feito ilegalmente, como é o caso da unificação europeia. É fundamental pois proclamarmos bem alto quem fomos e assim vislumbrar o que seremos, pois a melhor forma de se conhecer o futuro é entender o passado. A nossa História diz que temos um povo de descobridores e viajantes, mas os governantes afirmam que devemos esquecer os nossos companheiros de sempre, na África, na Ásia e no Brasil. Dizem que o futuro está em sermos escravos dos espanhóis e alemães, alimentando-nos das migalhas que caem de vez em quando. Será isto que queremos?

O 1.º de Dezembro assinala a Restauração da Independência de Portugal. O nosso país tinha sido invadido pela Espanha em 1580, após o falecimento do cardeal-rei D. Henrique, por este não ter designado um sucessor. Filipe II de Espanha, neto do rei português D. Manuel, invadiu Portugal e submeteu-nos a sessenta anos de domínio cruel. A capital do Império passou a ser Madrid e Portugal foi governado como uma Província espanhola. Façamos um paralelismo com a situação actual: ao ler estas linhas não sentimos um arrepio, por nos sentirmos tão próximos desta realidade? Se olharmos em redor, cedo chegaremos à conclusão de que a maioria das nossas empresas trabalham para as espanholas e ao fazermos as compras de Natal deparamo-nos só com marcas do país vizinho.
Regressando ao século XVI, os portugueses da altura viviam naturalmente descontentes com a opressão e compreendiam que só uma revolução bem organizada lhes poderia trazer a libertadade. Assim, em 1640, um grupo de quarenta fidalgos dirigiu-se à força ao Paço da Ribeira, onde estavam os regentes espanhóis, proclamarando rei D. João IV, aos gritos de "Liberdade". O povo acorreu logo a apoiar a revolução e a instauração da Casa de Bragança, que tantas alegrias tem trazido ao povo português através dos tempos. Ainda hoje muitos sonham com o dia em que o herdeiro da Coroa Portuguesa volte a trazer a dignidade perdida ao nosso país, como novo Rei de um Portugal moderno, democrático, justo e económicamente viável.Mas após a Restauração o problema militar era primordial e a guerra com Espanha foi longa. Durante vinte e oito anos, o povo combateu para consolidar aquilo que os Conjurados conseguiram, mas o árduo sacrifício valeu a pena. E fazendo a ligação com os dias de hoje, há novamente muitas coincidências: a classe política portuguesa tem vendido o nosso país a retalho nos últimos trinta anos, fruto duma corrupção sem limites. Todos se servem do nome de Portugal e ninguém serve a nossa terra. Mas esta guerra pode ser ganha, se o espírito corajoso, descomprometido e batalhador dos Conjurados voltar aos homens justos da nossa terra.

Diogo Araújo Dantas
Publicado no I Boletim do FDR