Debate Monarquia/República na RTP1
Em primeiro lugar devo dizer que os republicanos estavam muito mal preparados, o que se entende. Os monárquicos estavam quase tão mal, o que não se perdoa. A nossa melhor organização, dos últimos tempos, foi mal utilizada.
Temia que as Reais e a velha guarda tivessem a voz. E foi o que aconteceu, para muita pena minha. Lamento muito não ter ouvido mais o Professor Mendo Castro Henriques. O Paulo Teixeira Pinto ainda não tinha provas dadas entre os monárquicos e, a meu ver, não as deu. Falta-lhe motivação.
Os republicanos carregaram na mesma tecla de sempre, da pretensa igualdade entre os cidadãos para chegar ao topo. Os monárquicos falaram demasiado em identidade nacional, no passado e nas questões afectivas. Gonçalo Ribeiro Telles, o mais velho presente, foi o que mais falou de futuro. Faço também referência a um facto: o mais jovem dos monárquicos a falar foi o Paulo Teixeira Pinto, com quase cinquenta anos.
O circulo fechado da oligarquia do poder político foi raramente falado, esqueceu-se completamente os benefícios económicos da Monarquia, alguns argumentos ridículos republicanos não foram aproveitados.
O António Sousa Cardozo esteve muito bem, provavelmente o melhor entre os monárquicos. O Adelino Maltez cumpriu muito bem o seu papel e como orador foi o melhor, explicando muito bem as suas ideias. Os defendores da República foram altivos e civilizados, exactamente porque não foram espicaçados e porque se lhes deu essa oportunidade.
Termino a elogiar a Fátima Campos Ferreira - tirando o reparo sobre a escolha. Foi isenta e colocou bem as perguntas. Esta foi uma oportunidade única - que não foi bem aproveitada, quer queiramos quer não.
Temia que as Reais e a velha guarda tivessem a voz. E foi o que aconteceu, para muita pena minha. Lamento muito não ter ouvido mais o Professor Mendo Castro Henriques. O Paulo Teixeira Pinto ainda não tinha provas dadas entre os monárquicos e, a meu ver, não as deu. Falta-lhe motivação.
Os republicanos carregaram na mesma tecla de sempre, da pretensa igualdade entre os cidadãos para chegar ao topo. Os monárquicos falaram demasiado em identidade nacional, no passado e nas questões afectivas. Gonçalo Ribeiro Telles, o mais velho presente, foi o que mais falou de futuro. Faço também referência a um facto: o mais jovem dos monárquicos a falar foi o Paulo Teixeira Pinto, com quase cinquenta anos.
O circulo fechado da oligarquia do poder político foi raramente falado, esqueceu-se completamente os benefícios económicos da Monarquia, alguns argumentos ridículos republicanos não foram aproveitados.
O António Sousa Cardozo esteve muito bem, provavelmente o melhor entre os monárquicos. O Adelino Maltez cumpriu muito bem o seu papel e como orador foi o melhor, explicando muito bem as suas ideias. Os defendores da República foram altivos e civilizados, exactamente porque não foram espicaçados e porque se lhes deu essa oportunidade.
Termino a elogiar a Fátima Campos Ferreira - tirando o reparo sobre a escolha. Foi isenta e colocou bem as perguntas. Esta foi uma oportunidade única - que não foi bem aproveitada, quer queiramos quer não.









10 comentários:
Também não foi assim tão mau
Creio que foi bem aquilibrado....pena é não se ver renovação de geração
bem haja
Não se vê renovação de geração porque o Duarte Pio tem a sua "Causa" fechada para todos aqueles que não sejam amiguinhos ou apoiantes dele. Se fosse mais aberto e menos presunçoso até que atrairia muitos jovens.
Estou convencido disso.
A Fátima Campos Ferreira deixou escapar uma verdade perturbadora: é que tem sido muito questionada a legitimidade de D. Duarte. Por um triz que não veio à baila na discussão a questão da D. Maria Pia de Saxe-Coburgo-Gotha de Bragança, a do D. Rosário e, ainda, a do D. Pedro Folque de Mendoça.
Teria sido engraçado se isso acontecesse.
Gostei do Paulo Teixeira Pinto. Nunca o tinha ouvido falar. È pausado, respeitador, demonstra serenidade que é o que convém.
Simpatizo muito com os ideais Monarquicos.
Bem hajam e força nesses ideias
Por algum lado se tinha de começar,se pretendemos a Restauração.Creio que o Dr.Paulo Teixeira Pinto cumpriu bem o seu papel;recorde-se que é a primeira vez desde à muito que se fala em Monarquia.A hora é de união e de convergência de esforços.Vamos acreditar!Viva el-Rei!
Bom dia.
Assisti ontem ao programa Prós e Contras.
Gostei muito e tirei conclusões que nunca antes havia tirado.
Uma vez que entendi falar com um monárquico, devidamente apresentado "on-line", escolhi enviar-lhe esta mensagem.
Pretendo, apenas, saber a sua opinião sobre o seguinte:
"Gostaria de ver consagrada na Constituição de Portugal, texto máximo da Lei de Portugal, o direito vitalício e hereditário do herdeiro da Coroa de Portugal pertencer ao Conselho de Estado?"
Obrigado.
João da Ponte e Sousa
jcps@uevora.pt
Acho muito interessante a sua pergunta, mas em si encerra logo uma contradição: o Conselho de Estado é um orgão da República, completamente republicano, por isso não faz sentido a representação monárquica. Porque iria o herdeiro da Coroa opinar ao Presidente da República (e sob a direcção deste último, já que é meramente consultivo) sobre a dissolução da Assembleia ou demissão do Governo? - O papel do Rei não é governar, mas representar e servir de identidade a um povo.
Diogo A. Dantas
Caro Diogo Dantas
No comentário que fiz no meu blog achei que tinha sido demasiado crítico. Agora "o monárquico", acho que exagerou! Ao contrário do que diz há muita gente boa nas Reais Associações e na "velha guarda" - não sei a quem se refere - também. A idade proporciona conheci
mentos que a "nova guarda" não tem.
Paulo Teixeira Pinto esteve bem, na minha opinião. A estratégia monárquica é que terá sido a de se apresentar com "low profile" e isso, sim, é discutível.Talvez mais acutilância e dizer coisas que todo o "Zé Povinho" entenda, teria valido a pena. Como por exemplo a diferença gritante dos custos entre a maioria das Casas Reais e as presidências, como é o caso da nossa PR e a Casa Real Espanhola. Isso, o povo entende. Será um argumento economicista, será. Mas tem impacto mediático.
Um abraço
primeiro que tudo acho q os monarquicos gostem ou nao devem respeitar o "pretendente" ao trono. portanto, nao se di "o Duarte Pio" mas o Senhor D. Duarte.
segundo, é uma presunçao dier q o paulo teixeira pinto esteve mal ou nao esteve bem...´nao ha por ai tanta gente tao intelegente e que fale tao bem como ele... é só uma qstao de humildade.terceiro, graças a Deus q nao houve neste debate jovens armados em marialvas e em chicos-espertos a mandar boquinhas para o ar e a armarem-se em cagoes.
o debate correu mto bem e foi mto esclarecedor para a opiniao publica e isso é o mais importante.
falar em liberdade quando a questão não é monarquia ou república, é sobre a liberdade económica
http://www.heritage.org/research/features/index/countries.cfm
Q.7. How does economic freedom help an economy grow?
Studies in previous editions of the Index confirm the tangible benefits of living in freer societies. Not only is a higher level of economic freedom clearly associated with a higher level of per capita gross domestic product (GDP), but GDP growth rates also increase as a country’s economic freedom score improves.
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