Pretendentes ao Trono?
Tem circulado pela internet uma fotografia onde se vêem dois pretensos "pretendentes" ao trono português de braço dado: o Sr. Rosário Poidimani e o Sr. Duque de Loulé. Este blog não a publicou e não o fará. Aliás, em todos estes anos online, nem sequer mencionámos o nome ou admitimos a existência de mais algum pretendente, além do Sr. Dom Duarte de Bragança. Estamos à espera que exista uma manifestação de vontade credível, planeada e sóbria.
Abriremos uma única excepção hoje, para falar de um comunicado da Casa de Loulé, a respeito da mencionada fotografia, que tem sido veículado desde ontem.
"
Tendo sido produzidos comentários incorrectos e tendenciosos a propósito de uma fotografia divulgada no forum monárquicos.com, na qual eram vistos o Duque de Loulé, Luis Bivar e o Sr. Rosário Poidimani, cumpre esclarecer o seguinte:
1. Nunca houve qualquer pacto ou acordo entre o Duque de Loulé e o Sr. Rosário Poidimani.
2. Houve, de facto, um encontro entre o Duque de Loulé, Luis Bivar e o Sr. Rosário Poidimani, que ocorreu em Verona, em Fevereiro de 2007.
3. A aceitação, por parte do Duque de Loulé e de Luis Bivar, para a realização desse encontro radicou na convicção de que seria ainda possível, tendo em conta sinais claros nesse sentido, demover o Sr. Rosário Poidimani das suas insustentáveis pretensões relativamente à Casa Real de Portugal e levá-lo a orientar o seu tão apregoado interesse por Portugal para projectos credíveis no nosso país.
4. Considerando, por outro lado, que uma das razões invocadas pelo Sr. Rosário Poidimani para insistir naquelas pretensões era a reabilitação da memória da alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos, conhecida quer por Ilda Toledano, quer por Maria Pia de Saxe-Coburgo-Bragança, o Duque de Loulé e Luis Bivar manifestaram, então, a sua disponibilidade para apoiarem tal reabilitação, desde que essa filiação fosse comprovada, através de processos medico-legais (ADN) idóneos, embora tivessem, desde logo, advertido que, face ao direito aplicável, mesmo que fosse comprovada a filiação, não assistiam àquela senhora quaisquer direitos dinásticos.
5. Não tendo o Sr. Rosário Poidimani aceite as sugestões e conselhos que, de boa-fé, lhe foram transmitidos pelo Duque de Loulé e por Luis Bivar, entenderam estes que o assunto estava definitivamente encerrado e, desde então, apenas sabem sobre o Sr. Poidimani o que a imprensa relata.
6. As especulações geradas, agora, à volta de uma fotografia tirada há um ano e desde sempre conhecida, revelam bem as intenções e os métodos daqueles que, em desespero de causa, tudo têm feito para desviar atenções e evitar que a questão dinástica seja conhecida e debatida publicamente.
7. Tomara que, ao longo dos muitos anos de humilhantes e infrutíferas disputas judiciais e extra-judiciais travadas com o Sr. Rosário Pouidimani, cujos contornos ainda são desconhecidos publicamente, tivesse havido a dignidade, a isenção e a segurança demonstradas pelo Duque de Loulé no referido encontro de há um ano.
Luis Bivar de Azevedo
Porta-Voz do Duque de Loulé
"
___________________________________________________
Sobre este Esclarecimento, temos pois alguns comentários e perguntas a fazer, nunca duvidando da boa-fé do Sr. Duque de Loulé ou do Sr. Luís Bivar.
1) Se o encontro teve o objectivo exposto, então porque é que foi necessário secretismo?
2) Se o Sr. Duque de Loulé queria unicamente "demover o Sr. Rosário Poidimani das suas insustentáveis pretensões", então porque é que se deixou fotografar numa pose tão amigável?
Claro que é o próprio comunicado que responde a esta pergunta quando acrescenta que queria simplesmente "levá-lo a orientar o seu tão apregoado interesse por Portugal para projectos credíveis no nosso país". Ficámos então todos a saber que o Sr. Duque de Loulé é o novo orientador do Sr. Poidimani e que o quer ajudar nos seus empreendimentos. Já agora, que "sinais claros" o Sr. Duque de Loulé conhecia, que pudessem demover o Sr. Poidiminai?
3) O ponto 4 do comunicado é o que tem mais contradições. No caso da "reabilitação da memória da alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos", primeiro o Sr. Duque de Loulé e o Sr. Bivar "manifestaram a sua disponibilidade para apoiarem tal reabilitação", mas depois acrescentam que "embora tivessem, desde logo, advertido que, face ao direito aplicável, mesmo que fosse comprovada a filiação, não assistiam àquela senhora quaisquer direitos dinásticos". Ninguém de boa-fé consegue entender porque é que seriam necessários testes de ADN sem utilidade prática. Ou haveria de facto outro interesse subjacente?
4) O comunicado refere que o sr. Duque de Loulé e o sr. Podimani "entenderam que o assunto estava definitivamente encerrado e, desde então, apenas sabem sobre o Sr. Poidimani o que a imprensa relata." Se é verdade que esta foi realmente a sucessão temporal de eventos, então porque é que foi preciso uma fotografia perdida a desvendar o que aconteceu? Porque é que o sr. Duque de Loulé não se preocupou em fazer um comunicado "em Fevereiro de 2007"?
5) Quando o comunicado refere que se pretende "desviar atenções e evitar que a questão dinástica seja conhecida e debatida publicamente", a que debate se refere exactamente? Na internet, espaço priveligiado de comunicação dos tempos actuais, tem havido um amplo debate sober as mais diversas questões monárquicas. De que forma o Sr. Duque de Loulé tem participado?
Há uma nova geração que quer discutir a Monarquia em Portugal, promovendo debates com grande audiência, descobrindo novas formas de formar e educar a cultura histórica dos portugueses, encontrando soluções reais para os problemas do nosso país e mobilizando monárquicos que têm andado adormecidos há quase cem anos. Qual o contributo para tudo isto do Sr. Duque de Loulé?
Melhores cumprimentos,
Diogo Araújo Dantas
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)









8 comentários:
Boa Diogo! Eu publiquei a dita fotografia para que não restassem dúvidas sobre a que ponto chegou a insanidade da pretenção do Sr. Duque de Loulé. Mas, realmente, não vale a pena gastar mais tempo com essa gente.
eses fulanos deviam ser amarrados a um poste e regados com gasolina e um fosforo aceso
Bando de... não querem saber de nada a não ser deles próprios nem que para isso tenham de vender a pátria
bem haja
Caro Diogo. Prezo muito o seu blog. Mas de acordo com o que já foi divulgado, por exemplo no debate do Prós e Contras sobre este assunto, Dom Duarte não é o único herdeiro do trono. Apesar de existirem mais, ele é o que mais é falado. Não esquecemos que ele descende de uma linhagem que foi banida do país e para além disso, se formos a ver por ordem geneológica, o Duque de Loulé tem mais direitos de sucessão que Dom Duarte. Mas como Portugal é uma República, isso não interessa nada. Até porque sou republicano mas gosto muito de monarquias. Respeito muito Dom Duarte mas os reis em Portugal são passado.
Caro Anónimo
Desculpará mas está enganado.
1º À linha descendente de D. Miguel,apesar de banida pela Monarquia liberal, foi retirado o banimento por uma lei da II República de 1958.
2º A carta Constitucional previa que extinta a linha de D.Maria II, a sucessão recairia na linha colateral que era, de acordo com os preceitos da mesma carta, pela proximidade ao último Rei, a de D. Miguel, que banido ou não fora Rei.
3º A linha do Duque de Loulé vem por via feminina e, de acordo com os mesmos preceitos constitucionais, a linha masculina tem sempre precedência sobre a feminina.
5º O casamento da Infanta D. Ana de Jesus Maria com o Duque de Loulé foi feito à pressa,por a Senhora estar grávida, com o consentimento apenas da Rainha D. Carlota Joaquina, sua mãe, e posterioremente pela Infanta Regente D. Isabel Maria "por pressão de sua mãe", como diz nesse consentimento, o que o invalida juridicamente.
5º No prós e Contras, que vi de fio a pavio, não se falou deste tema, apenas a apresentadora disse que tinha sofrido pressões de partidários do duque de Loulé para estarem presentes elementos seus e que como a questão não fazia parte do tema do debate não acedeu.
O que certa gente faz para obter visibilidade mediática. Espantoso... A história do ADN é hilariante, porque já agora, seria interessante o sr. Barreto submeter-se ao mesmo teste. Já dei uma vista de olhos pelo livro "usurpador" e a questão mais apetecida, é afinal a da derradeira parte do mesmo papiro: o dinheiro da Casa de Bragança e os bens da rainha D. Amélia.
Pois é..., já percebemos.
Mas desde quando é que uma República tem poder para abolir leis monárquicas?
O D. Miguel e os seus sucessores usurparam a Casa Real e isso não há como negar. Além do mais, se ficou alguém que descendia dos últimos Reis de Portugal foi essa senhora chamada D. Maria Pia.
O Duarte? Poupem-me.
E continuam a insistir na "Maria Pia" que na realidade era uma Ilda qualquer-coisa. Tenha juízo!
joão mattos e silva tenha dó
Enviar um comentário