
23:24, Lisboa. Acabou o assalto ao BES de Campollide, em Lisboa. Momentos trágicos, com tiros e aparentemente morte de ambos os assaltantes. Nos próximos dias, pelo menos, não se falará noutra coisa. Não sou especialista, nem das forças policias, nem dos assaltantes. Mas quando liguei a TV pelas 23h os bandidos estavam a apontar armas aos reféns de fora da dependência bancária, portanto completamente expostos. E este facto foi decisivo e facilitou a tarefa dos polícias.
Há duas coisas fundamentais a tirar do sucedido. A primeira é que a criminalidade violenta está a aumentar exponencialmente. Depois do “Car-Jacking”, de que tanto se fala, agora é o assalto aos bancos a ficar na ordem do dia. A segunda é que as forças policiais portuguesas, ou pelo menos as lisboetas, são excelentes: três tiros, um deles de “sniper”, e o assunto resolvido. Durante as próximas semanas vamos ouvir o povo elogiar a polícia, porque pode-se pensar que isto "serve de lição" - nada mais errado, pode é até ser pior para futuros reféns. Mas o facto é que apesar das prováveis fatalidades, neste caso não havia muito mais a fazer.
Ficam finalmente duas perguntas: será que é desta que o poder político vai começar a pensar no estado calamitoso em que estáo país, ou pelo facto de serem brasileiros vão “chutar a bola para canto”?; se fosse noutro local do país, fora da capital, com assaltantes mais espertos e numa cidade esquecida , como seria? Mais vale utilizar o “homebanking”...









2 comentários:
Afinal parece que os heróis da nossa polícia cometeram uma série de erros. A minha opinião é que foi sobretudo a sorte que fez não existir uma tragédia ainda maior. Senão vejamos:
a) Ao vermos atentamente o vídeo, descobrimos que o assaltante que ficou ferido recuou dois passos antes de ser atingido e, pior que tudo, ainda fez um disparo - que não atingiu ninguém (incluíndo o refém) por puro milagre;
b) Ao contrário do que foi anunciado pela polícia, os familiares do jovem baleado não foram avisados;
c) A conferência de imprensa da PSP após o sucedido mostra a verdadeira cara da nossa polícia: autistas e arrogantes num pedestral de bambu.
Neste país a desgraça vais seu maior. Como já disse novos ventos se levantam. A criminalidade não é só " a de faca e alguidar" A pior de todas para um POVO é a criminalidade económica, seja ela de tráfico de influências, compadrios, e outra.
Esta sim, é a que mais feridas faz á sociedade portuguesa e não se sente. É " ferida que dói e não se sente.
Miguel Azevedo Brandão
Enviar um comentário