Quinta-feira, Janeiro 31, 2008

O dia em que o país ficou orfão

Domingo, Janeiro 27, 2008

Splendid Garage




No Sábado, dia 26 de Janeiro, foi lançado o livro póstumo “Splendid Garage” da autoria de Pedro Dantas, que conta ainda com fotografias de Rita Burmester. A apresentação foi feita no Clube Literário do Porto, contando com a presença de actores de TV, escritores e gente das artes. Coube a Arnaldo Rozeira, confrade de Pedro Dantas na Sociedade de Geografia de Lisboa, fazer alguns comentários. Esta edição foi lançada exactamente um ano após a morte do autor, aos 41 anos.

Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Resident Evil I e II

Saga juvenil baseada em jogos de computador com o mesmo nome. Por isso mesmo, são duas horas de entretenimento apenas para quem estiver na mais perfeita disposição para ver sucessivas cenas de sangue mal coagulado, mortos-vivos tão assustadores como um gatinho recém-nascido, personagens saídos de bandas desenhadas infantis e outros elementos de credibilidade muito duvidosa. Quem com mais de dezasseis anos se lembrar do argumento passados quinze minutos do final do filme, é porque sofre de um sério problema e deve ir rapidamente a um psicanalista.
A sensibilidade europeia presente na produção consegue ser uma mais-valia relativamente a filmes similares. Mila Jovovitch, longe da Lagoa Azul e perto da Lagoa Negra, parece passear numa passerelle imaginária, o que não resulta tão mal como isso, dado o objectivo puramente fantástico da realização. Aliás, a antiga top-model cumpre plenamente o seu papel de heroína assumida do público mais jovem e musa secreta da plateia menos jovem. Na segunda parte parece ainda mais à vontade, o que melhora substancialmente a clarividência da interpretação.
Resident Evil II resulta bastante melhor, tem mais efeitos especiais e os próprios actores secundários são de nível muito superior. Os estereotipos são ainda maiores, mas afinal é essa a piada duma obra completamente amarrada a um jogo de computador para miúdos de doze anos.

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

O engenheiro desistiu da queixa contra blog

Foi arquivado o Inquérito n.º 28/07.0TELSB relativo à queixa intentada pelo cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa e primeiro ministro enquanto tal contra mim, António Balbino Caldeira, conforme despacho da senhora procuradora-geral adjunta dra. Maria Cândida Almeida (directora da DCIAP) e da senhora procuradora-adjunta dra. Carla Dias, datado de 18-1-2008 e que há pouco recebi.

O motivo da "queixa do cidadão José Sócrates e primeiro-ministro enquanto tal", que finalmente posso revelar, foi a minha referência ao "centro governamental de comando e controlo dos media" no post "Rasganço domingueiro" em 7-4-2007 (e à "força de encobrimento e contra-informação do centro de comando e controlo do Gabinete do Primeiro-Ministro" no post "Páscoa da Cidadania", ainda de 7-4-2007) e a questão do MBA curso/grau. O Ministério Público arquivou e mandou notificar o cidadão José Sócrates e primeiro-ministro para deduzir, se o entendesse, no prazo indicado, acusação particular. José Sócrates não deduziu acusação particular contra mim e o Ministério Público determinou o arquivamento dos autos.

In Do Portugal Profundo

O blog Monárquico deseja dar os parabéns ao António Caldeira pelo seu comportamento ao longo deste processo. Esperemos que a acção do cidadão que fez a acusação, dentro da sua triste postura habitual, não tenha amedrontado todos os que querem de forma livre exercer a sua opinião, dentro dos limites da saudável convivência.

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Óscares 2008 - primeira mão

Acabaram de ser anunciados os nomeados para o Óscares deste ano. "Michael Clayton" foi nomeado para as maiores categorias. Destaque ainda para "No Country for Old Man" e "There Will Be Blood". A cerimónia deste ano vai ser ensombrada pela greve de argumentistas. Aqui vai em primeiríssima mão, antes de qualquer agência noticiosa nacional, o grupo de nomeações:

Melhor Filme: "No Country for Old Men," "There Will Be Blood," "Atonement," "Juno" e "Michael Clayton."

Melhor Actor: Daniel Day-Lewis ("There Will Be Blood"), George Clooney ("Michael Clayton"), Johnny Depp ("Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street"), Tommy Lee Jones ("In the Valley of Elah") e Viggo Mortensen ("Eastern Promises").

Melhor Actriz: Marion Cotillard ("La Vie En Rose"), Ellen Page ("Juno"), Julie Christie ("Away from Her"), Cate Blanchett ("Elizabeth: The Golden Age") e Laura Linney ("The Savages")

Actor secundário: Javier Bardem ("No Country for Old Men"), Philip Seymour Hoffman ("Charlie Wilson's War"), Casey Affleck ("The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford"), Hal Holbrook ("Into the Wild") e Tom Wilkinson ("Michael Clayton").

Actriz secundária: Ruby Dee ("American Gangster"), Cate Blanchett ("I'm Not There"), Saoirse Ronan ("Atonement"), Amy Ryan ("Gone Baby Gone") e Tilda Swinton ("Michael Clayton").

Melhor Realizador: Ethan and Joel Coen ("No Country for Old Men"), Paul Thomas Anderson ("There Will Be Blood"), Julian Schnabel ("The Diving Bell and the Butterfly"), Jason Reitman ("Juno") e Tony Gilroy ("Michael Clayton").

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

3:10 to Yuma



Em português, "O Comboio das 3 e 10", é um remake dum “western” dos anos cinquenta. Passados cinquenta anos, cowboys pistoleiros ainda conseguem mover alguns dos mais prestigiados actores de Hollywood. Um rancheiro aceita levar um perigoso bandido até ao comboio que o levará ao local onde será julgado, mas os seus comparsas não vão querer que isso aconteça.

Russell Crowe tem a difícil tarefa de substituir Glenn Ford no papel principal, mas acaba por se sair bem, ao encarnar o habitual personagem duro e impiedoso, que normalmente até resulta na perfeição para ele. Christian Bale também cumpre a sua função como rancheiro deseperado, apesar de me lembrar de pelo menos uma mão cheia de actores que poderiam fazer muito melhor. Realce para as excelentes interpretações de Ben Foster (como criminoso sanguinário), Peter Fonda (como caçador de prémios) e ainda outros actores de grande gabarito em pequenos papéis, como Luke Wilson. Para ser justo, diria que o monumental Foster faz-nos reviver os melhores maus-da-fita dos grandes clássicos de Sergio Leone e só por ele não foi tempo perdido ver este filme.

Acaba por ser um entretenimento interessante para quem gosta do género “western”, mas não deslumbra e até não se consegue deixar de pensar na quantidade infinita de outras obras dos anos cinquenta que mereceriam muito mais um “remake”. Longe de ser um argumento com significados profundos, não aspira a grandes pensamentos críticos ou introspecções demoradas. Só para fanáticos deste tipo de filmes.

Sábado, Janeiro 19, 2008


Na próxima semana irá começar a I Semana do Cinema do Monárquico. Será uma oportunidade para todos os amantes de bons filmes poderem juntar-se e debaterem sobre as produções preferidas, actores na moda, melhores filmes do ano e muitas outras actividades.
Não perca portanto a próxima semana, sente-se na sua cadeira e junte-se a este espectáculo. Iremos ter excertos de filmes, algumas cenas memoráveis do passado, críticas diárias e outras surpresas. Reservámos o melhor lugar para si.

Segunda-feira, Janeiro 14, 2008

A Oligarquia Jornalística

A melhor forma do português comum conhecer o que vai pelo mundo foi sempre através dos noticiários televisivos. Mas fazer isso hoje em dia é cada vez mais um exercício de ficção política. Estamos num país onde abundam as peças jornalísticas com claro intuito de vingança pessoal ou, pior ainda, propósitos que só servem para servir terceiros. Há muitos jornalistas que não são isentos nas apreciações e que escapam impunemente a afirmações insultuosas. Todo o profissional da comunicação social português acha que tem o direito a uma opinião e que deve propagandear aquilo que pensa. E isto é especialmente grave porque em Portugal há uma oligarquia jornalística que controla muito do pensamento político e social lusitano.

Na altura do “processo Casa Pia”, reparou-se que uma das jornalistas principais da SIC, Rita Ferro Rodrigues, era filha do então líder do P.S., que por sua vez era um dos principais visados das queixas de pedofilía. Não se sabe como a dita menina foi parar à redacção de notícias do canal privado, mas temos de acreditar que foi pela sua capacidade jornalística. O facto é que o pai agora está em Bruxelas como eurodeputado (à espera que o povo se esqueça do dito escândalo, diria eu) e a filha está a apresentar um programa nas tardes semanais.

Por sua vez, o irmão do socialista António Costa, Ricardo Costa, ainda é o responsável pela SIC Notícias – e aqui começa a ser suspeito, tantos genes familiares com talento reconhecido, canalizados ainda por cima para a mesma àrea de trabalho (informação audiovisual) e numa empresa de grande destaque (e portanto com enorme capacidade de desvio de opinião). Temos aqui alguém que emite opiniões políticas, que coordena e gere a forma como as notícias económicas vão parar à sociedade, portanto que tem um enorme poder para influênciar formas de pensar.

Outro caso conhecido é o de Fátima Felgueiras e da filha Sandra, uma das jovens jornalistas da RTP e também a escolhida para os casos mais notórios do canal, como por exemplo a história dos McCann. Aqui temos de esperar novamente que tenha sido pelo seu talento profissional que foi escolhida, embora comece a ser demasiada coincidência que os filhos (e familiares próximos) de certos políticos só encontrem cargos deste género no extenso mercado de trabalho. Na altura da polémica vinda do Brasil da mediática autarca, logo a filha tirou umas férias do canal de televisão para estar vinte e quatro horas por dia a ajudar a mãe nos contactos com a imprensa – mas depois voltou ao trabalho como se nada fosse. Isto ainda é mais grave por se tratar do canal público de TV e pelo seu seu salário ser pago com o nosso dinheiro.

Os exemplos são incontáveis e se calhar temos é de procurar bem para encontrar gente sem ligações familiares no mundo da comunicação social. Até podem ser casos de tráfico de influências (as ditas “cunhas”) para arranjar trabalho - mas em cargos com esta notoriedade e capacidade de modificar comportamentos, ninguém pode negar que se pode dar a isto outro nome, tipo “corrupção ao mais alto nível”. Na melhor das hipóteses, estes casos são a prova irrefutável de que como é feito o recrutamento para funções relevantes. E na pior das hipóteses, há algo de muito pôdre na nossa sociedade.