Domingo, Abril 27, 2008

Visita Temática a Trás-os-Montes

No dia 25 de Abril de 2008, o Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) deslocou-se ao alto Douro, com o seu presidente honorário, Dom Duarte de Bragança, a Direcção, associados e colaboradores, para realizar uma visita temática cuja preparação logística esteve a cargo do comandante Temes de Oliveira. Esta visita foi o culminar de contactos e trabalhos anteriores, com o objectivo de colaborar com Munícipios da região por forma a identificar pontos fortes e oportunidades e a fim de reduzir as assimetrias regionais e potenciar projectos que sirvam as populações do interior Norte.

Às 17 horas teve lugar a recepção pelo sr. Presidente da Câmara de Bragança, o engº Jorge Nunes. Após declarações à comunicação social que acorreu em grande número, a comitiva do IDP assistiu a uma magnífica apresentação em video sobre Bragança, o seu passado, momento actual e potencialidades futuras.

Na sessão de trabalho, o Comandante Beça Gil fez uma apresentação audio visual sobre a navegabilidade do rio Douro, realçando o papel que poderá vir a ter no transporte de mercadorias e passageiros. A existência de uma plataforma logística, idealmente no centro multimodal do Pocinho, juntamente com outros investimentos a nível fluvial, podem fazer a diferença e reduzir custos de forma significativa no transporte e cargas a granel, promovendo um meio de transporte mais económico, mais ecológico e mais seguro, face à rodovia. Um batelão fluvial com 2.500 toneladas transporta tanto como 100 camiões com 25 toneladas cada.
O eng.º Frederico Brotas de Carvalho apresentou uma comunicação sobre as ferrovias na plataforma Transduriense, focando aspectos de relevância para o desenvolvimento da região e referindo que a região pode parecer periférica face a Lisboa e Porto, mas não o é relativamente à proximidade geográfica com o resto da Europa. Foi salientado que o “D” do desenvolvimento do 25 de Abril está ainda por cumprir. Com a implementação da alta velocidade ferroviária em Espanha, Bragança será a capital portuguesa mais europeia, a 2 horas de Madrid e a 6 horas de Paris. O eng.º Rui Rodrigues complementou o anterior e fez referência às linhas aéreas de "low-cost", de interesse para a região.

Seguiu-se uma discussão salutar e proveitosa entre a comitiva do IDP e o presidente e vereadores da Câmara de Bragança presentes na reunião. A permuta de ideias estabelecida estreitou ainda mais a colaboração futura, ficando agendado um próximo contacto. A finalizar, o professor Mendo Castro Henriques fez uma análise da actividade do IDP e SAR D. Duarte agradeceu a simpatia com que o Instituto foi recebido, enfatizando a importância do trabalho que tem sido feito.

A comitiva com SAR sr. D. Duarte, a vereação e o sr. Presidente da Câmara, e a que se agregou a Real Associação de Trás Os Montes, realizou uma visita pela cidade, seguindo para o Castelo, com paragem no Museu Ibérico do Traje e depois ao Centro Ciência Viva, respectivamente de enorme interesse cultural e ecológico. O dia terminou com um jantar, oferecido pela Câmara Municipal no solar de Bragança a SAR e comitiva, em que foram reforçados os laços entre os presentes.
No dia 26 de Abril, às 10H00 teve início a sessão de trabalho na Câmara de Mirandela. Junto à entrada reuniu-se uma pequena multidão e foram realizadas entrevistas pela comunicação social. Quando começou a reunião camarária, cerca de cento e vinte mirandelenses e muitos transmontanos vindos de vários pontos do pais esgotaram a sala.O sr. Dr. José Silvano, Presidente da Câmara, começou por apresentar a cidade através de recursos audio-visuais e fez uma apresentação do trabalho desenvolvido até agora. Fez ainda referências sobre o grande valor da linha ferroviária do Tua que se inicia em Mirandela e da polémica construção da barragem de Foz Tua.

O sr. comandante Beça Gil, e o eng.º Frederico Brotas de Carvalho apresentaram mais dados técnicos sobre a navegabilidade do Douro e as melhorias da linha do Tua na plataforma Transduriense que sirva a cidade e a região complementando vários elementos. Os mirandelenses responderam a esta chamada com grande entusiasmo e fervor, participando no debate que se seguiu e intervindo com apontamentos que muito valorizaram a situação.O Presidente da Assembleia Municipal, dr. José Manuel Pavão enfatizou o momento de cidadania que se viveu naquela sala. O padre António Ribeiro falou sobre as comportas das barragens do Douro, o engº António Meneres Manso sobre o complexo agroindustrial do Cachão, o dr. Sarmento e o o dr. Trigo de Negreiros sobre questões agrícolas, e o dr. Mário Sales de Carvalho sobre a linha do Tua. Todos os intervenientes manifestaram a sua oposição à construção da barragem.
A sessão de trabalho terminou com o discurso de SAR D. Duarte e os aplausos vigorosos dos mirandelenses. Aliás, tanto em Mirandela como em Bragança, todo o povo se rendeu à sua simpatia e não faltaram as demonstrações de afecto e mesmo ofertas por parte da população que passava na rua. O Movimento Cívico de Defesa da Linha do Tua apresentou uma petição que foi assinada por D. Duarte e pelos presentes e reportada pela comunicação social nacional.
Seguiu-se pelas 13H30 um almoço oferecido pela Presidência da Câmara à comitiva do IDP, onde foi dado a conhecer um pouco mais da região, sua gastronomia e seus projectos para o futuro, nomeadamente pelo sr. Vice Presidente da Câmara.

Às 16H15 principiou o percurso ferroviário num troço do metropolitano desde a estação de Mirandela até Abreiro, acompanhado pelo engº Milheiro, administrador delegado do Metropolitano do Tua. A única carruagem disponibilizada pela CP estava completamente cheia, com passageiros vindos de todos os pontos do país, uma boa parte em pé, e que se manifestaram contra o eventual fecho da linha.A visita temática ao alto Douro terminou, e passou-se à fase seguinte. Como disse o prof. Mendo Castro Henriques, presidente do IDP, no final da sessão camarária de Mirandela: "Viemos para aprender, estamos aqui a reflectir, saímos daqui para agir". O trabalho iniciado pelo IDP será sucedido pela apresentação de um conceito estratégico para o desenvolvimento da região que será uma marca para a redução das assimetrias e a promoção da democracia através do território.

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Surgiu um novo Fórum de discussão da Democracia Portuguesa feito por membros de várias áreas da sociedade civil.

Pretende aprofundar a discussão sobre a vida de mais de sessenta personalidades conhecidas da nossa sociedade - que acima de tudo eram Realistas (monárquicos). Para tal pretende fazê-lo de forma isenta, democrática, honesta e com o rigor a que a História obriga.

Para participar clique aqui.

Quinta-feira, Abril 10, 2008

Especial Bruce Willis


A Estranha Perfeita - The Perfect Stranger

Rowena Price (Halle Berry) é uma destemida repórter de um jornal nova-iorquino. Quando a sua investigação sobre um senador homossexual é abafada, demite-se e começa a trabalhar no sórdido assassinato da sua melhor amiga. E o dono de uma agência de publicidade, Harrison Hill (Bruce Willis), é o principal suspeito.

A crítica americana tem dois ódios de estimação: um pelo Bruce Willis, que vem desde o tempo em que o actor passou da televisão para o cinema – transformação normalmente maldita na meca do cinema; outro por Halle Berry, por não fazer nenhum papel sério desde que se tornou a primeira actriz negra a ganhar o óscar principal – optou por papéis juvenis, descartáveis e financeiramente rentáveis.

Este filme começa por ser interessante exactamente por juntar Willis e Berry, um par imprevisível, mas juntos na falta de sorte recente. Como seria de esperar, a crítica massacrou o filme, o argumento e os actores. No entanto, foi extremamente injusta, porque Bruce Willis tem aqui umas das melhores interpretações da sua carreira, num papel diferente do habitual polícia duro, mas que lhe assenta como uma luva: o de empresário implacável, bem sucedido e mulherengo. Por sua vez, Halle Berry mostra a excelente actriz que é, num esforço que merecia a redenção. Por último, Giovanni Ribisi demonstra porque é que é um dos jovens actores mais requisitados do momento, não deixando que a sua personagem seja simplesmente secundária e elevando-a alguns degraus, como fez em “Lost in Translation”.

O argumento tem muitas qualidades, criando um policial rico em suspense e capaz de prender os espectadores do primeiro ao último minuto. O seu principal aliado é a realização brilhante de James Foley, exponencializando as melhores virtudes da história e capitalizando o trabalho dos actores.


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16 Blocks

Um polícia envelhecido (Bruce Willis na foto) tem a tarefa rotineira de levar uma testemunha (Mos Def) a um tribunal, a 16 quarteirões de distância da esquadra. No entanto, há forças dentro da própria policia que tentarão dissuadi-lo.

Bruce Willis regressa aos grandes filmes de acção, num papel que já está habituado e que repete, depois dos “Die Hard’s” e “Fúria do Último Escuteiro”, o de polícia incorruptível. Richard Donner realiza e cumpre plenamente, fazendo um filme de entretenimento a nível das produções anteriores de Willis e da “Arma Mortífera”. Outro aspecto positivo é a participação de David Morse, que aparece sempre como actor secundário, tanto na televisão como no “grande écran”, mas sempre cumprindo de forma exemplar a sua tarefa. O pior do filme é a voz de Mos Def, provavelmente a mais irritante da história do cinema e que nunca se cala.

O filme decorre praticamente em tempo real, o que só abona em favor do argumento e da produção. As cenas são quase todas electrizantes e conseguem agarrar o público. Outra coisa não seria de esperar de Donner ou de Willis. Aspecto particularmente interessante é a forma como este último se apresenta desde a primeira cena: decadente e cansado - mais ainda do que em “Unbreakable”, com um visual a roçar o ridículo e sem o aspecto de herói a que nos habituou – interpreto isto como uma prova de humildade eficaz e serena, que neste “16 Blocks” resulta na perfeição.

Quarta-feira, Abril 02, 2008

Desmentido da notícia de 1.º de Abril

A notícia que publicitei sobre a realização de um referendo sobre a Monarquia era, evidentemente, brincadeira de 1.º de Abril.

Não sei se houve muita gente a acreditar, mas quero agradecer a todos os que leram a mensagem e se riram de forma genuina.

Num país onde nem sempre há razões para rir, ou sequer sorrir, é bom termos a oportunidade para exercitar o nosso humor de forma saudável.

Terça-feira, Abril 01, 2008

Restauração da Monarquia para breve?

Em breve será anunciado ao país a realização de um referendo que perguntará aos portugueses se querem viver em Monarquia. Sabe-se que a pergunta incluirá ainda os elementos necessários para as mudanças que daí poderão advir, como a alteração do próprio nome do país, de República Portuguesa para simplesmente Portugal.

Tal como no resto da Europa, o Rei terá função representativa e sabe-se que promoverá a cultura e a identidade portuguesas, dentro e fora do nosso território, impulsionará um novo estilo nas relações luso-brasileiras e com as ex-colónias, e procurará defender a preservação da nossa língua no contexto da globalização.

Ainda não há data definitiva para a consulta popular, mas prevê-se que seja já no próximo ano, um ano antes das Legislativas e Europeias de 2009. Esta será uma forma de não politizar a discussão pela forma de representação do regime.

Em primeiro lugar, a Constituição da República Portuguesa irá desde já ser alterada, mais concretamente o artigo 288 alínea b), que obriga a haver um estado republicano.

Sabe-se agora que esta alteração já estava a ser equacionada há muito tempo e a data será antecipada em relação ao que se poderia prever, pois os republicanos querem desde já um referendo para evitar o desgaste com o segundo mandato presidencial de Cavaco Silva e as previsíveis quezílias com o Primeiro-Ministro a partir de 2010.

Os boatos dizem que foi o próprio Presidente da República que terá forçado o Primeiro-Ministro José Sócrates a apresentar a proposta para alteração da Constituição no Parlamento, depois do recente debate do “Prós e Contras” da RTP.